De zé onofre a 20.12.2023 às 15:26
Boa tarde, Luís
Os comunistas, desde que me lembro, sempre foram os papões, se3gundo diziam de criancinhas ao pequeno almoço.
Desde "1917", mas eu creio que mais tarde por conveniência ideológica-salazarista, que os portugueses rezavam pela conversão da Rússia. Um anticomunismo que ainda se prolonga enraizado até hoje.
Mário Soares - ex-PCP - no célebre debate co Álvaro Cunhal , acusava o PCP de querer impor uma ditadura, de esquerda segundo ele, o que deu origem ao famoso - "olhe que não, olhe que não."
Depois deste debate todos os partidos de esquerda, o PCP e os que se lhe juntaram no Parlamento, sempre foram excluídos do processo governativo. Mário Soares preferiu o CDS ao PCP. O mesmo PS preferiu o PPD (Mota Pinto) ao PCP. António Guterres preferiu governar apenas com meio Parlamento a fazer acordos com o PCP. José Sócrates preferiu governar em minoria a fazer acordos com o PCP e, ou o BE. O PP (Paulo Portas) definiu como "arco de poder" o PS, o PSD e o PP. Os deputados comunistas e do BE eram apenas para provar que havia pluralismo democrático e ideológico.
Feliz, ou infelizmente, António Costa ouviu, com ouvidos de ouvir, o Jerónimo de Sousa que disse na noite das eleições de 2015 (creio que foi nesse ano) o PS só não formará governo se não quiser.
Digo felizmente se o António Costa aceitou esse repto como um cumprimento Constitucional. Digo infelizmente porque me Parece que Costa se aproveitou da situação para se guindar ao Poder.
Como o anticomunismo, seja ele via PCP ou BE, ainda dá votos, e por isso as afirmações de Montenegro, qualquer dirigente do PS que levante um pouco a pala esquerda, porque a da direita já a levantou Mário Soares depois do 25 de Abril de 1975, será um terrível cripto comunista.
Agora queixam-se "aqui d'el-rei" os pró fascistas do Chega e IL à porta do poder. Escusam de se queixar. Foram as governações à direita (PS, uma direita mais chegada à esquerda e PSD/CDS, mais chegada à extrema direita) que com a vontade de ganhar votos para Governar por Governar, fizeram milhões de promessas, muitas vezes idênticas, e chegados ao governo as rasgavam liminarmente.
Estas políticas fizeram nascer o Chega e o IL. O tribunal Constitucional deu-lhes o devido carimbo de constitucionalidade. Logo os deputados do Chega e do IL têm uma legitimidade igual à de todos os outros deputados eleitos. Se forem precisos para formarem Governo, sós ou em companhia, surgirá um governo plenamente Constitucional.
Não nos adianta chorarmos sobre o leite derramado.
Não será com anti comunismos que se derrotará o Fascismo.
O fascismo vence-se com políticas que cuidem das necessidades dos trabalhadores e da pequena e média burguesias, e que não protejam descaradamente a Banca Financeira e os Monopólios sem Lei, sem Pátria e sem rosto.
Mandaram servir a açorda, agora que a comam.
Zé Onofre