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IUC

23.10.23

Eis a prova de como os nossos governantes andam muito longe da realidade que querem governar... Eu tenho um carro a gasóleo de 2006, estimadito e já com várias reparações em cima. Não comprei nem compro outro novo, pois como reformado e com a idade que tenho, já ninguém me dá crédito, nem a reforma era suficiente para suportar mais encargos. Como eu estão muitos proprietários de velhos automóveis que usam todos os dias para se deslocar onde precisam e do que precisam é de não pagar IUC. Que paguem, e bem, os carros de coleccionadores!

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publicado às 12:44


3 comentários

De EuMandoAqui a 23.10.2023 às 20:23

É mais uma medida de "ecologia" caviar, de um governo não-representetivo (só teve 41% dos votos, mas lei eleitoral da batota do PSS+PSD transformou isso numa maioria absoluta de 52% de deputados).

E lá vão os trabalhadores e pensionistas pobres pagar mais, enquanto os patrões fascistas recebem fundos europeus para comprar popós novos elétricos, e a oligarquia se passeia em cruzeiros e aviões a jacto.

Ainda por cima é uma medida estúpida sob TODOS os pontos de vista, inclusive do macroeconómico: a compra de automóveis novos, importados, significa dinheiro a sair de Portugal, mais importações, mais défice no saldo externo do país.

Para fazer um automóvel novo, ainda por cima os com baterias de lítio, é preciso destruir muito mais o planeta, do que manter um automóvel bem estimadinhi de 2006, ou 1996, ou 1986, etc.

Quanto menos os portugueses desperdiçarem na futilidade de comprar automóveis novos, mais dinheiro sobra para a poupança e para usar na economia real do país.
Esta medida não tem ponta por onde se lhe pegue, não passa de mais uma taxa e taxinha, mascarada de "ecologia", neste caso caviar.

Depois, quando vemos que a política de UE é promover compras de automóveis novos elétricos, mas só de fabrico Europeu e USAmericano, e que as marcas da China e de outros lados são quase sancionadas, percebemos melhor a motivação desta estupidez. Há quem lhe chame "europeísmo", mas na realidade é e sempre foi corrupção e traição, das elites de cada país periférico vendidas às grandes corporações e capitalistas do centro da Europa, de Londres, e de Washington.
Estou certo que se está medida for para a frente, o António Costa e companhia sobem mais uns pontinhos no ranking dos futuros nomeáveis para tachos como o do Bordel, Stoltenberg, Leyen, e companhia. É também disto que se trata.

E o P"S" (o "socialista" tem de ser com enormes aspas) coloca-se de tal maneira a jeito que até os discursos da Pinochetista Iniciativa Liberal, na crític a este imposto, parecem ter preocupação social. Ao ponto a que isto chegou...

Ah, e já me esquecia, outro aspecto negativo desta medida é o agravar da desigualdade territorial, pois na prática será uma transferência de dinheiro do interior pobre e desertificado para a metrópole litoral rica e sobre-populada. O pobre no interior, sem acesso a transportes públicos, terá de pagar mais pelo seu carro velho. O rico em Lisboa, deixa o seu popó novo na garagem durante a semana, e anda nos transportes públicos com o passe social pago pelos pobres das aldeias e vilas de Coimbra, de Viseu, de Castelo Branco, de Brangança, etc.
António Costa, os seus ministros, os "verdes" do Livre e do PAN, e até da associação Zero, e os seus eleitores, são uma cambada de bestas.

Portugal não tem emenda nem futuro. Espero que dia 5 de Novembro haja uma gigantesca manifestação nacional em todas as capitais de distrito com muita participação. Como isto não é uma democracia, muito menos proporcional nem representativa, essas vozes não serão ouvidas pelo ditador absoluto (que só teve 41% dos votos e só com base em mentiras como a da "esquerda intransigente", e que hoje em dia nem 30% dos votos teria, e se contarmos a asbtenção estás percentagens passam para metade!) , mas pelo menos ficará o descargo de consciência da participação cidadã numa marcha automóvel com muito barulho.

De Luís Alves de Fraga a 25.10.2023 às 15:52

Muito obrigado pela sua resposta, muito completa e com a qual concordo quase sem reticências.

De Vagueando a 24.10.2023 às 12:40

Todos os argumentos são válidos para constestar o IUC e até acrddito que sejam justos e genuínos. Contudo, não se pode negar que o futuro (mal ou bem, com ou sem resultado ambiental visível) estes carros são para a abater.
Sinais dos tempos em que vivemos e cuja decisão de criar ou não impostos com o mesmo objectivo ambiental, não são decisões apenas e só do governo português, são-nos também impostos.

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